“Se você se importa, as pessoas pisam. Se você ignora, elas dizem que você nunca as amou.”
“Escrevo cartas que nunca mandarei, e poemas que você jamais irá ler.
Não sei exatamente porquê escrevo, mas acho que parte é pela culpa que sinto. Culpa por ter me apaixonado, criado esperanças e sofrido.
Na verdade, acho que ainda sofro, bem lá no fundo, em silêncio. Mas passa despercebido. Afinal, passei tanto tempo dizendo pra mim mesma que tinha sido melhor a sua partida. Mas o que realmente seria “o melhor”?
Escrevo nas cartas que você jamais irá ler, histórias passadas, planos futuros e fatos presentes.
Conto, em cada linha, em cada frase, coisas que eu queria ter lhe dito, coisas que eu queria ter vivido com você.
Fico aqui imaginando, quem terá entrado na sua vida, e quantas vezes mais você disse adeus.
Se sinto saudades, ela provavelmente faz companhia a solidão.
Fico um tanto chateada, admito. Mas o que fazer quando tudo parece não ter solução?
As vezes, quando a solidão aperta, pago as folhas e lá se vai mais um poema ou uma carta. Acho que acabou virando um hobby.
E são nas linhas de cada carta, nos versos de casa poema, que exponho minha dor, a saudade, a culpa e toda a angústia.
As vezes, a noite, fico triste, me sinto sozinha. Então virou rotina escrever, mais uma carta ou poema, que você jamais irá ler.”
“Eu não precisei beija-lo para me apaixonar.
Não precisei abraça-lo para me sentir protegida.
Não precisei te-lo por perto para saber que era ao seu lado que eu quero passar o resto dos meus dias.
Pode parecer um tanto insano, admito. E talvez até seja. Mas eu me apaixonei pelos sorrisos, pelas confissões e segredos, pelo jeito um tanto diferente, e pelos olhares.
Eu sei que isso tudo é loucura e talvez eu esteja ficando realmente maluca, mas não me importo.
Descobri exatamente em você, o amor que eu nem sabia que existia. Sinto por você, o amor que eu nem imagina ser capaz de sentir.
E se é loucura me apaixonar assim, pelas coisas mais simples, como um sorriso, um olhar, um gesto, ou até mesmo o som da sua voz, eu simplesmente não quero ficar lúcida.”
“Ela então sorriu pra mim…”